11 dezembro, 2016

NORONHA, Eduardo de - D. ANTÓNIO, PRIOR DO CRATO. Por... I Volume [II Volume]. Pôrto, Livraria Civilização, 1938. 2 vols in-8.º peq. (14cm) de 304 p. e 282, [2] p. ; B. Colecção Civilização : Série Amarela, 87, 88
1.ª edição.

Romance histórico. Biografia romanceada de D. António, Prior do Crato, filho bastardo do infante D. Luís. Destinado por seu pai à vida eclesiástica, abraçou a causa da pátria com a espada. Participou nas expedições em África, foi pretendente à Coroa, e lutou contra o domínio filipino. Chegou a ser aclamado "Defensor de Portugal". Apesar de derrotado na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto de 1580, alguns historiadores consideram que D. António reinou efetivamente de 19 Junho a 25 de Agosto de 1580, considerando-o, por isso, o décimo oitavo rei de Portugal.
"D. Henrique espirara a 31 de Janeiro de 1580, pelas onze da noite. Já com um pé para além do limiar da Eternidade ainda ouvia as sugestões do duque de Ossuna e de D. Cristovam de Moura.
Os governadores do reino deliberaram celebrar as exéquias no dia imediato, 1 de Fevereiro. O cadáver dessa sombra de rei estendeu-se numa magnífica urna, alfombrada de finíssimos panos de linho. A peste que grassava em Lisboa, impedia que os seus despojos terrênos fossem transladados para Belém, para junto de seus pais e irmãos. Seria cruel obrigar a côrte a arrostar tão mortífera calamidade. Resolveram, pois, depositá-lo de momento na capela de Almeirim.
Em presença do mirrado cadáver, tão sêco de corpo como de espírito, pactuaram-se umas tréguas entre os representantes das múltiplas facções. Só durarião, porém, o espaço que elas durassem.
As argolas do ataúde, às da direita, pegaram o duque de Bragança, o comendador-mór de Cristo e o comendador-mór Manuel de Melo; às da esquerda, o conde de Tentugal, o de Linhares e D. Afonso de Castelo Branco. Acaudatavam o préstito Máximo Gonçalves da Câmara e o conde de Sortelha D. Diogo de Sousa."
(excerto do Cap. IV, Em busca do trono)
Exemplares em brochura, bem conservados. Capas frágeis com pequenos defeitos. Discreta rubrica de posse nas f. rosto.
Muito invulgar.
20€

10 dezembro, 2016

DUARTE, I. Sousa – O TRIBUTO DE SANGUE. Manual do Processo de Recrutamento segundo a legislação em vigor. Dedicado aos Reverendos Parochos, Senhores Regedores e Chefes de Familia das Freguezias Ruraes. Lisboa, Imprensa Nacional, 1876. In-4.º (23cm) de 72 p. ; B.
1.ª edição.
“Se os tributos, em regra geral, parecem sempre pesados, o tributo de sangue é, sem questão, de todos eles o mais pesado e custoso no nosso paiz, tão avesso á vida militar.
Pela natureza e magnitude do sacrifício, que todos os anos a mocidade portugueza tem que fazer, cedendo a uma imperiosa e justificadíssima necessidade, devemos reconhecer, que qualquer desigualdade, qualquer injustiça, por pequena que pareça, na divisão e imposição do tributo de sangue, é sempre um crime de lesa-sociedade, é um atentado dos mais graves contra a moral e as leis.
N’outro districto conheci já, vejo ainda hoje no de Lisboa, a pequena distancia da capital do reino, em que mais pura e escrupulosa devêra correr a observância das leis, como estas são letra morta, como se sofismam e menosprezam as disposições regulamentares do recrutamento para o fim de sacrificar o pobre e isentar o rico!
Por experimencia de muitos anos sei, que essas victimas se resignam, porque ignoram os meios de prevenir a tempo o seu sacrifício. Queixam-se somente na aldeia; choram e gritam perante os seus vizinhos contra os recursos da torpeza e da prepotência. Mas não passam d’ahi; d pouco depois dão os pulsos ás algemas! Meios legaes, nenhuns empregam contra ellas, porque os desconhecem absolutamente.
É assim que o indigente, o desprotegido e ignorante, embora a lei o não chame ao assentamento de praça no exercito, lá vae algemado pagar por outro, que o rigor da lei requeria, mas que, em ludibrio a ella, as protecções e os meios ilícitos salvaram! E assim, por oito anos bem cumpridos, fica ai o inocente, gastando sob o peso das armas a porção melhor da sua vida, trocando cavilosamente por aquelle que melhor podia e devia satisfazer o tributo!
É doloroso!”
(excerto da introdução)
Matérias:
I – Do recrutamento para o exercito. II – Principio justificativo do tributo de sangue – O exercito portuguez – Elementos que o constituem. III – Do recenseamento dos mancebos. IV – Dos mancebos excluídos do serviço militar. V – Dos que são isentos de servir no exercito. VI – Das reclamações e recursos em geral. VII – Do sorteamento dos recrutas. VIII – Da formação das listas e proclamação dos recrutas effectivos – Sua aprovação, ou rejeição, pelas juntas de revisão – Assentamento de praça – Preenchimento dos contingentes. IX – Dos refractarios e suplentes. X – Disposições geraes e penaes. XI – Modelos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Inocêncio de Sousa Duarte (1819-1884). "Escritor. Nasceu em Porto de Mós a 28 de julho de 1819, faleceu em Lisboa a 21 de agosto de 1884. Era filho de Januário Duarte, secretário da Câmara Municipal de Estremoz e de D. Violante Rosa da Porciuncula. Destinando se à vida eclesiástica, frequentou as aulas do seminário de Leiria, mas afinal resolveu seguir outra carreira, e saiu do seminário sem ter ainda tomado ordens sacras, sendo pouco depois nomeado subdelegado do procurador régio, lugar que desempenhou com tanta distinção que da presidência da Relação de Lisboa, e pelas boas informações do juiz da comarca, lhe foi mandado o diploma de advogado provisional, que por muitos anos exerceu na terra da sua naturalidade, e depois no Concelho de Mafra, onde veio a estabelecer se definitivamente. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós e de Mafra, procurador à Junta Geral do Distrito e administrador do Concelho. Vindo a Lisboa, faleceu com uma congestão cerebral". Escreveu diversas obras, sobretudo de teor jurídico.
(fonte: www.arqnet.pt)
Raro e muito curioso.
Com interesse histórico.
25€

09 dezembro, 2016

GUERRA, Maria Luísa - LICEU PEDRO NUNES. No centenário da sua criação : 1905-1906. [S.l.], Maria Luísa Guerra, 2005. In-4.º (25,5cm) de 351, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Belíssima edição comemorativa publicada por ocasião do centenário do Liceu Pedro Nunes, um dos mais afamados liceus da capital.
"Celebra-se o primeiro centenário da criação do Liceu de Pedro Nunes. É um acontecimento nacional.
Este estabelecimento marcou, decisivamente, a vida da Nação em todas as áreas.
Os projectos pedagógicos inovadores que aqui se desenvolveram, a audácia criativa, a competência dos professores, o modelo de organização, o nível de exigência formaram gerações que determinaram o nosso ser colectivo.
As páginas que se seguem documentam (apenas como amostragem), a notável actividade desta escola, pioneira e modelo."
(excerto da apresentação)
Encadernação editorial  a duas cores.
Exemplar em bom estado de conservação.
Esgotado.
20€

08 dezembro, 2016

A REACÇÃO E O CONVENTO D'AVEIRO : por um amigo da liberdade. Lisboa, [s.n. - Imprensa de Sousa Neves, Lisboa], Dezembro, 1869. In-8.º (22,5cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo publicado sob anonimato de apoio às Irmãs da Caridade contra as arbitrariedades dos governantes.
"Que singular época de desvarios, esta pela qual vamos passando! Quantas contradicções se apresentam na apreciação dos acontecimentos, e quantas aberrações no juizo dos homens! Que transições tão subitas como discrepantes, se deixam vêr no capricho e na parcialidade, com que são considerados certos assumptos! [...]
Assim o estão dizendo as theorias da venda suprema:
«Popularisem-se os vicios nas multidões; respirem-o pelos cinco sentidos; bebam-o, fartem-se d'elle. Fazei corações viciosos, e não tereis mais catholicos.» [...]
Tanta celeuma, tanta acrimonia, tanto sentimentalismo, só é devido... caso estupendo!... a que cinco senhoras portuguezas, todas de maior edade, todas excepto uma, orfans de pae e mãe, todas desprotegidas da fortuna, tendo sahido de um convento em Aveiro, onde eram educadas ou moças do côro, vieram a Lisboa, e queriam seguir para França, afim d'alli irem aprender o systema de educação das pessoas do seu sexo, e virem depois estabelecer em Portugal casas de educação feminina, em beneficio proprio e de suas conterraneas."
(excerto da 1.ª parte da obra).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam falha de papel.
Raro.
Sem registo na BNP.
15€

07 dezembro, 2016

CARDOSO, Susana de Figueiredo - TOILETTE SECRETO DAS DAMAS. Pelo medico... 2.ª edição [augmentada]. Lisboa, Typ. Rua do Telhal, 8 a 12, [s.d.]. In-8.º (17cm) de 93, [3] p. ; B. Col. Leitura só para Senhoras
Curioso manual feminino para sãos procedimentos.
"A mulher, a obra mais linda e completa da natureza, fonte perenne de prazeres e suavidades, que docilam e fazem venturosa a existencia do homem, raras vezes se mostra contente com a sua plastica, com a sua formosura e maldiz a sua vida e revolta-se contra a Natureza porque esta castiga com a perda de cabello as senhoras que na ambição de avolumarem, amaciarem ou tingirem caprichosamente as suas madeixas, empregam com demasiada imprudencia drogas prejudiciaes ao fim a que se destinam, - porque castiga com manchas, rugas e velhice prematura as damas que para parecerem mais bonitas applicam ás faces tinturas ordinarias e cosmeticos reles, - porque castiga com a flacidez e deformidade das mamas as meninas que abuzam do espartilho, dos prazeres carnaes e da luxuria, - e porque castiga com a largueza, ás vezes excessiva, da entrada vaginal, as loucas que alli deixaram introduzir um corpo duro, perfurante e largo, ou que simulando desamor aos homens e odio ao peccado original se deixam desmaiar em spasmos de luxuria nos braços d'uma amiga ou procuram o falso prazer sensual em algum dos cem artificios, que, confidencialmente, se aprendem nos collegios, nos conventos e na convivencia com gente viciosa e hypocrita.
A Natureza é sevéra nos seus castigos, mas é justa..."
(excerto do proémio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos, e com um carimbo oleográfico. Pequena falha de papel na extremidade inferior da lombada.
Raro.
25€
Reservado

06 dezembro, 2016

PINTO, António - 13 ANOS DE LUTA ARMADA. PORQUÊ? - Uma análise frontal das Causas e Razões do Conflito. - Urge reformar estruturas e mentalidades. [S.l.], [s.n. - composto e impresso na Neográfica, SARL, Luanda], 1974. In-8.º (22cm) de 87, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Exemplar n.º 245 de uma tiragem não declarada.
Reflexões de António Pinto acerca da guerra colonial em Angola, o processo de transição para a independência e o futuro do país.
"O autor faz uma abordagem histórica da situação socioeconómica de Angola entre 1961 e 1974, na fase de “libertação nacional”. Nesse período, marcado pela luta pela independência, António Pinto alude aos erros de interpretação histórica do regime colonial, que, contra os ventos da história, persistiu em “continuar em  África”, ignorando as aspirações dos povos das colónias refletidas nas reivindicações de nacionalistas como Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral e Eduardo Mondlane.
Num dos Capítulos, o autor aborda as classes sociais nas ex-colónias portuguesas, destacando o fenómeno que designa por “revolução social”, operada, sobretudo, nos serviços públicos, resultado de uma política de maior tolerância racial, de uma explosão escolar na década 1963-1974 e de um aumento de quadros negros no funcionalismo público. No entanto, precisa que essa “revolução” se limitou ao universo dos quadros e funcionários. As camadas mais pobres das populações negras continuaram a ser as mais atingidas pela discriminação social. António Pinto aborda ainda no Capítulo III “A Burguesia Colonial e o Desenvolvimento de Angola”, no Capítulo IV “Discriminação Racial e Injustiças Sociais”, no Capítulo V “Erros da Política Colonial até 1974” e no Capítulo VI “Resenha Histórico-Política de Angola (1482 –1975)”.
Apesar da pesada herança colonial, o autor alude a algumas reformas legislativas no domínio da educação, que, na sua opinião, terão contribuído para reforçar a presença e  importância da língua portuguesa em Angola. 
António Pinto (n. 1937). "Natural da Gabela (Kwanza Sul). Concluiu a instrução primária em Porto Amboím e ingressou no Seminário em 1951. Em 1955, deslocou-se para Portugal onde frequentou o ensino secundário no Liceu da Guarda. Em 1958, regressou a Angola, onde prestou serviço militar no exército português, no período de 1959 a 1963.  Em 1963, ingressou no funcionalismo público ultramarino. Em 1967 concluiu o ensino secundário no Liceu Salvador Correia. Considera-se um “espírito apaixonado” pelos problemas da sua Terra (Angola), sobretudo de natureza económica e social. Em 1975, [na capa, 1974], publicou em Luanda, com 38 anos de idade, a 1ª edição da obra “13 Anos de Luta Armada. Porquê?”. Nesse exercício pôde exteriorizar as angústias e preocupações que marcaram o período histórico da conturbada transição da colónia de Angola para a independência, a 11 de Novembro de 1975.
Em 2010, licenciou-se em Direito na Universidade Independente de Angola. Como jornalista, entre 1998 e 2012 publicou mais de 500 trabalhos na imprensa local. É docente universitário e consultor jurídico inscrito na Ordem dos Advogados de Angola."
(fonte: www.instituto-camoes.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Invulgar.
15€

05 dezembro, 2016

CORPS D'ARTILLERIE LOURDE PORTUGAIS : C. A. L. P. - Materiaes de escorregamento sobre o reparo. Plataformas, pontarias e tiro. 1917. [S.l.], [s.n.], 1917. In-8.º (17,5cm) de [4], 181, [3] p. ; il. ; B.
Manual de instruções manuscrito elaborado pelo C. A. L. P., policopiado, e distribuído ao Corpo de Artilharia portuguesa estacionado em França.
O presente exemplar ostenta o carimbo de posse  do «3.º GROUPE : 9.ª BATTERIE * C. A. L. P.», com a indicação manuscrita na parte superior da capa 'Archivo da 9ª bateria'.
Muito ilustrado com fórmulas matemáticas, quadros e desenhos esquemáticos nas páginas de texto.
"O Corpo de Artilharia encontrava-se organizado de forma independente ao Corpo Expedicionário Português (CEP) e esteve estabelecida em diversos locais, incluindo outras frentes de combate. Cooperaram directamente com os aliados, tendo recebido com frequência referências elogiosas relativamente à capacidade de acção e ao valor técnico dos oficiais e praças de artilharia.

Foi a França que solicitou a Portugal, em 26 de Dezembro de 1916, a cedência de artilharia portuguesa para o "front", como auxílio directo de Portugal à França. Não existindo a vontade de ceder o nosso material de artilharia pesada, após conversações, foi contraposto à França a cedência de "pessoal de artilharia para constituir no front francês, 25 batarias de artilharia pesada" que ficariam sob as ordens do Exército Francês e independentes das Divisões Portuguesas que cooperavam com o Exército Britânico. Para tal o Governo Português recrutou pessoal do exército e algum da marinha de guerra, e colocou no comando do Corpo de Artilharia o Coronel João Clímaco Homem Teles. A 10 de Maio partiram os primeiros oficiais e praças para França, para preparar o aquartelamento e administrativamente a chegada dos artilheiros.
O acordo entre o Governo Português e o Governo Francês, "Convenção Militar para o Emprego de forças Portuguesas de Artilharia Pesada na Linha Francesa de Operações em França" foi assinada pelo Ministro da Guerra Português Norton de Matos e o Ministro da Guerra Francês Paul Painlevé, em 17 de Maio de 1917.
Este acordo deu origem ao Corpo de Artilharia Pesada Independente (C.A.P.I.), que foi inicialmente organizado com 10 batarias. A composição inicial compunha-se de 1 coronel, 4 majores (para comandar os grupos de batarias), 8 capitães, 5 tenentes e alferes e 10 sargentos. Três dos majores ficaram a comandar 3 grupos tácticos a três batarias e um major a comandar o depósito.
A 15 de Janeiro de 1918, o efectivo do Corpo de Artilharia portuguesa passou a ser de 70 oficiais e 1.569 praças.
Em 4 de Novembro de 1917, o Corpo de Artilharia já estava dotado do material ferroviário de combate, abastecimento e de alojamento e a área de aquartelamento concluídos. Pronto para combate, o Corpo de Artilharia Pesada Independente, passou a ser denominado pelo exército francês como: "Corps Artillerie Lourde Portugais", (C.A.L.P.).
Em Abril de 1918, após a redução orgânica do C.A.P.I., para um grupo misto e uma bataria de depósito, passou a contar com um efectivo de 38 oficiais e 553 praças ao serviço da França.
Em Ordem de Serviço do CEP, de 10 de Novembro de 1918, foi publicado que o C.A.P.I. seria extinto em 30 de Novembro do mesmo mês e que as suas batarias seriam deixadas em França. O pessoal do Corpo ficou acantonado em Crecques, onde trabalhou no arrasamento de trincheiras e remoção de arame farpado até Março de 1919. A 3 de Abril de 1919 o Corpo de Artilharia foi para Cherbuourg, onde embarcou no vapor inglês "N.W. Miller", que o repatriou."

(Fonte: http://www.momentosdehistoria.com/MH_05_03_02_Exercito.htm)
Matérias:
Primeira Parte - Generalidades sobre a construção dos ramaes de tiro
- Operações topograficas relativas ao levantamento dos ramaes de tiro: I. Estação no centro: a) Determinação do raio e da posição do centro; b) Graduação do rail exterior; c) Coordenadas do centro; d) Orientação d'uma direcção referencia e do levantamento dos ramal de tiro; e) Construção grafica. II. Estação fora do centro: a) Coordenadas do ponto de estação; b) Determinação do raio; c) Graduação do rail exterior; d) Orientação d'uma direção referencia e do levantamento dos ramaes de tiro; e) Construção grafica e determinação das coordenadas do centro. - Emprego d'uma fração de jogo de vigotas. - Mudança de objectivo.
Segunda Parte - Pontarias e correções de tiro
- Regras para a execução da pontaria em direcção. - Methodos para a execução da pontaria em direcção. - Pontaria em direção: Pratica das reguas. Pratica dos diversos methodos de pontaria.- Correções a considerar para a execução de tiro: 1.º Correção do vento; 2.º Correção da inclinação do eixo dos munhões; 3.º Correção do movimento de rotação da terra (1.ª Correcção do angulo de sitio; 2.ª Correcção do vento; 3.ª Correção devida á variação de densidade do ar; 4.ª Correção devida á variação po peso de projectil; 5.ª Correção devida á variação da velocidade inicial; 6.ª Correção devida á falta de paralelismo entre a meza do quadrante e o eixo da boca de fogo; 7.ª Correção devida ao regimen da boca de fogo; 8.ª Correção devida ao deslocamento da peça sobre o ramal de tiro; 9.ª Correção devida á curvatura da terra; 10.ª Correção devida ao movimento de rotação da terra.).
Terceira Parte - Regras, mecanismo e regulação de tiro
- Regras para a execução do tiro. - Tiro por salvas. - Tiro de rajadas. - Repartição do tiro e mudança d'objectivo. - Regulação do tiro. Tiro sobre alvo auxiliar. - Transporte de tiro. - Tiro de noute. - Folha rectificativa á 2.ª Parte.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
65€
Reservado

04 dezembro, 2016

SHERWOOD, M. - AS MENTIRAS IMPERIALISTAS : uma cruzada contra a Russia. Versão portuguesa de Sousa Martins e Artur Roriz. Porto, Edições Era Nova, 1930. In-8.º (19cm) de 68, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Foto da capa: Rapariga russa da seita dos Skoptsy, vitima da operação barbara da ablação dos seios.
Publicação apologista do regime soviético estalinista. Estes opúsculos são muito invulgares, dado terem sido rapidamente apreendidos e destruídos pela censura do Estado Novo.
Dedicatória autógrafa de Artur Roriz à redacção da "República".
"Por se tratar duma questão de grande oportunidade, actualmente ventilada em toda a imprensa mundial, iniciamos esta serie de edições com a versão portuguesa do opusculo de M. Sherwood «Mentiras imperialistas» (no original: - A Verdade sobre as «perseguições» religiosas na U. R. S. S.), em que o problema é posto com toda a clareza e a maior imparcialidade, destruindo fulminantemente as informações erroneas e tendenciosas que a tal respeito andam correndo mundo."
(excerto da introdução)
Matérias:
- A cruzada contra a U. R. S. S. - O que dizem os dignitarios eclesiasticos na U. R. S. S. sobre a situação da Igreja. - Os casos em que o Estado sovietico pune os ministros do culto. - Os agentes do estado-maior general polaco. - Que dizem os representantes do culto da sua actividade politica? - Porque combate a Igreja a edificação do socialismo. - O fanatismo religioso : Manejos que são tambem reprimidos pelo poder sovietico. - As leis sovieticas sobre liberdade de consciencia. - É preciso protestar contra as calunias odiosas dos que pretendem provocar nova guerra. - Anexo: Decreto do poder sovietico relativo á separação da Igreja e do Estado, e á separação da Escola e da Igreja. - Nota Final.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos; contracapa apresenta rasgo, sem perda de papel.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar recenseado na sua base de dados.
10€

03 dezembro, 2016

[GARRETT, Almeida] - PORTUGAL NA BALANÇA DA EUROPA; DO QUE TEM SIDO E do que ora lhe convem ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado. LONDRES : S. W. SUSTENANCE, 1830 [aliás, Coimbra, Universidade de Coimbra, 2013]. In-8.º (16cm) de XV, [1], 338, [2] p. ; B.
Obra de referência da biblografia garrettiana.
Edição facsimilada comemorativa dos 500 anos da Biblioteca da Universidade de Coimbra, publicada originalmente sob anonimato em Londres (1830). Impressa em papel de superior qualidade (Soporset de 80g/m2), reproduz fielmente um exemplar da edição original.
"Em 1830, Almeida Garrett publicava em Londres uma das suas emblemáticas obras de teor político, intitulada “Portugal na Balança da Europa - Do que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado”. Dedicando-a à Nação Portuguesa, Almeida Garrett principiou a sua obra afirmando que “É sem duvida a servidão o mais insuportável dos males e o mais abominável dos flagícios: como nascidos que somos para a liberdade, nossa própria natureza a ela repugna; a existência se nos torna indiferente, e a morte que a termina lhe deve ser preferível”.
(fonte: samueldepaivapires.com)
Como marco do nosso europeísmo, costuma, invocar-se a célebre obra de Almeida Garrett, Portugal na Balança da Europa, editada em Londres, no ano de 1830, onde, em nome da esperança, se procurava pensar enraizadamente do que tem sido Portugal e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado, desejando-se: «Oxalá as honradas cãs do antigo Portugal, se já não é possível remoçá-lo, vivam ao menos em honesta e respeitada velhice; nem por impiedade de seus filhos o escarneçam desalmados estrangeiros na segunda infância da decrepitude, desonrado dos seus, insultado de estranhos, desamparado de todos! Praza a deus que todos, de um impulso, de um acordo de simultâneo e unido esforço, todos os portugueses, sacrificadas opiniões, esquecidos ódios, perdoadas injúrias, ponhamos peito e metamos obra à difícil mas não impossível tarefa de salvar, de reconstituir, a nossa perdida e desconjuntada pátria, - de reequilibrar enfim Portugal na balança da Europa!».
(fonte: www.iscsp.ulisboa.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€
Reservado

02 dezembro, 2016

DUARTE, Manuel Ferreira - "VIAGEM AO CONTRÁRIO". Crónica da travessia do veleiro "Gaivota" da baía de São Francisco às ilhas dos Açores. Uma perspectiva. San José, Califórnia, Bridge Publications, 1995. In-8.º (21,5cm) de 210, [2] p. ; [28] p. il. ; B.
1.ª edição.
Obra ilustrada com dezenas de fotografias distribuídas por 28 páginas extratexto.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Manuel F. Duarte, nasceu na Madalena do Pico, tendo como paisagem de fundo o Canal e a sua meia-broa. O fascínio do horizonte foi o seu berço que desabrochou na sêde da aventura. De tenra idade, vai para o Faial. Mais tarde, a ocupação profissional, ao serviço de uma empresa de Cabos Submarinos, leva-o às Caraíbas e à América do Sul. Acaba por radicar-se na Califórnia em 1971. [...]
Com o presente trabalho, Duarte coloca perante o leitor a experiência ímpar e ruiquíssima da "Viagem ao Contrário", em justaposição àquela que terão realizado os pioneiros da emigração dos Açores, os baleeiros. Uma odisseia de mais de três meses, na rebusca da identidade. Era a realização de um sonho de criança, ao contrário."
(excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
35€
Reservado

01 dezembro, 2016

GAIO, Manuel da Silva - DE ROMA E SUAS CONQUISTAS : notas historicas. Lisboa, Portugal Brasil - Limitada, Sociedade Editora : Rio de Janeiro, Companhia Editora Americana, Livraria Francisco Alves, [1919]. In-8.º (19cm) de [14], 276 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso ensaio sobre os Romanos.
"Interessam-nos por dois títulos os Romanos:
Como intermediários e como directos laboradôres na vasta obra da civilização ocidental.
Como intermediários - porque lhes devemos larga parte do que a Europa conheceu da Grécia até á segunda metade do século XV da nossa era, até á queda de Constantinopla no poder dos Turcos e á difusão, pelas nações do Ocidente, dos antigos tesouros da literatura helénica.
Directamente - porque lhes devemos, com os fundamentos do Direito, os grandes moldes políticos do mundo europeu. E foi a língua de Roma - através das vias popular, semi-erudita e erudita - a verdadeira geradôra da nossa, como o foi do italiano, do francês e provençal, do espanhol e catalão, e ainda também do romeno, do walónico, do forlánico, do rheto-romano."
(excerto da introdução)
Índice:
Prefácio. Introdução. I - O Povo Romano. II - Eras de Roma : Era do Patriciado. III - Eras de Roma : Era censitária. IV - Eras de Roma : Era da Nobreza: 1.º As Conquistas. V - Eras de Roma : Era da Nobreza: 2.º Consequências sociais e económicas das Conquistas. VI - Eras de Roma : Era da Nobreza: 3.º Efeitos das Conquistas em relação á composição e natureza da população romana. VII - Eras de Roma : Era da Nobreza: 4.º Efeitos morais das Conquistas. VIII - Hélada : Acepções desta designação histórica.
Manuel da Silva Gaio (1860-1934). “Poeta, jornalista e ensaísta, filho de António da Silva Gaio, nascido em 1860, em Coimbra, e falecido em 1934, na mesma cidade. Licenciado em Direito, secretariou a Revista de Portugal, fundada em 1889 por Eça de Queirós; fundou e dirigiu, com Eugénio de Castro - cujos volumes de poesia Horas e Poesias Escolhidas prefaciou -, a revista Arte. Autor situado na convergência das tendências neorromântica e simbolista, a poesia de Manuel da Silva Gaio colhe o misticismo de Junqueiro ou de Antero, preferindo o verso inflamado e as estruturas de rasgo épico na abordagem de temáticas religiosas, míticas ou de cunho histórico-nacional. Na arte dramática, produziu um poema dramático, O Mundo Vive de Ilusão, um drama histórico, Na Volta da Índia, e uma peça em um ato de cariz melodramático, A Encruzilhada."
(fonte: infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Paginas apresentam picos de acidez.
Invulgar.
10€

30 novembro, 2016

VASCONCELLOS, João de Carvalho e - A COPRA. Subsidios para O estudo das copras das nossas Colonias. Relatorio final do curso de engenheiro-agronomo, apresentado ao Conselho Escolar do Instituto Superior de Agronomia. Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1925. In-8.º (19cm) de 125, [3] p. ; il. ; E. Col. Pequenas Fontes de Riqueza, XXIII
1.ª edição.
Primeiro trabalho do autor. Trata-se de um importante estudo sobre o derivado mais relevante do coco - a copra, que é a polpa ou miolo de coco, seco e dividido em bocados.
Ilustrado no texto com tabelas, desenhos esquemáticos e fotogravuras a p.b.
"Das plantas de flora tropical é sem duvida o coqueiro (Cocus nucifera, L.) uma das mais interessantes pelas numerosas utilidades que nos fornece. Por este motivo esta palmeira tem sido designada com o nome de «Rei da Flora Tropical», por alguns dos eminentes tratadistas das plantas tropicaes. [...]
Tenho eu agora o ensejo de apresentar mias detalhadamente no que diz respeito ás nossas Colonias o estudo que fiz dum dos mais importantes productos do coqueiro - a copra - no trabalho que me serviu de relatorio final do curso de engenheiro-agronomo no Instituto Superior de Agronomia..."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
I - Estudo do fruto do coqueiro. II - Produção e colheita. III - A copra. IV - Manteiga de coco. V - Bagaço de coco. VI - Coco ralado. VII - Estudo comparativo de algumas copras das nossas Colonias. VIII - Dados estatisticos sobre o comercio e produção de copra nas nossas Colonias.
João de Carvalho e Vasconcelos (1897-1972). "Nasceu em Lisboa, em 17 de Novembro de 1897. Faleceu em Lisboa a 25.02.1972. Curso completo dos liceus. Curso de Engenheiro-Agrónomo pelo Instituto Superior de Agronomia. Possui todas as cadeiras do curso de Silvicultura e de engenheiro agrónomo colonial. Engenheiro-Agrónomo do quadro do Ministério da Agricultura. Adjunto da 8ª Secção da Estação Agrária Nacional. Delegado do Governo e presidente da União Vinícola Regional de Carcavelos. Grupo de trabalho de forragens da Comissão Nacional da F. A. O. Professor Auxiliar (1931), Professor Catedrático (1944) e Professor Jubilado (1967) do Instituto Superior de Agronomia. Cadeiras que regeu: Botânica Agrícola. Thrematologia. Botânica Sistemática e Fitogeografia. Desenho Organográfico.” Pertenceu a diversas Sociedades Científicas. A sua bibliografia é extensa; publicou inúmeros trabalhos académicos, em livro e sob a forma de artigos e lições.
(fonte: www.isa.ulisboa.pt)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

29 novembro, 2016

SIMÕES, Luiz José - 200 MILHAS A REMOS. Narrativa tragico-maritima publicada em folhetins no Diario de Noticias sobre o feito heroico do caça-minas "Augusto Castilho". Lisboa, Emprêsa Diario de Noticias, 1920. In-8.º (22,5cm) de 79, [3] p. ; il. ; B.
Capa e desenhos no interior de Francisco Valença.
1.ª edição independente.
Ilustrada com desenhos e fotogravuras nas paginas do texto.
Narrativa da tragédia do NRP Augusto de Castilho, caça-minas português afundado por um submarino alemão em pleno Atlântico, menos de um mês antes do final da 1.ª Guerra Mundial. Este episódio custou a vida ao seu comandante, Carvalho Araújo, e a outros membros da tripulação, que fizeram frente ao U 139, numa batalha desigual, para permitir que o San Miguel, navio mercante que comboiava, se pusesse a salvo do ataque. O relato é da autoria do maquinista do Augusto de Castilho, que tomou parte nos acontecimentos, e que também descreve a empresa aventurosa do salvamento dos sobreviventes deixados num bote à deriva pelos alemães.
“Pelas 6 horas da manhã, um submarino de enormes dimensões, conforme o relato dos sobreviventes, atacou o paquete: era o U-139, um cruzador-submarino armado com duas peças de 150 mm, cujo alcance era muito superior às do Augusto Castilho, tendo-se este colocado entre o paquete e o submarino apesar da sua manifesta inferioridade. Os sobreviventes, alguns deles feridos, embarcaram no salva-vidas e no bote do navio e conseguiram percorrer os cerca de 370 quilómetros que os separavam da ilha de São Miguel."
(fonte: www.publico.pt)
O Augusto Castilho era o antigo barco de pesca Elite, um dos melhores que no genero existiam na nossa praça. Magnificos porões, frigorificos, uma esplendida maquina triplice-expansão, e razoaveis alojamentos. Um belo dia, ei-lo sem as suas rêdes de arrasto, mais umas ligeiras alterações indispensaveis, colocada uma peça de 47mm na pôpa, e outra de 65mm á prôa, e aí temos o caça-minas Augusto Castilho. [...]
Iamos agora a 9 milhas, conforme as ordens que anteriormente haviamos recebido do comandante.
A nosso lado, pela amura de estibordo, navegava airosamente o S. Miguel que, com a sua preciosa carga e as duzentas e tantas vidas que conduzia, devia aproar a Ponta Delgada na manhã seguinte, com uma pequena paragem na Ilha de Santa Maria.
Nisto, lugubre, ameaçadoramente tragico, um tiro ressoou ao longe como um sinistro eco de morte! Eram 6 horas e 15 da manhã!
Logo as vozes dos homens de quarto bradam, correndo aos seus postos: - submarino pela pôpa! - e todos instintivamente se dirigem aos seus postos de combate numa ansia febril de se defenderem do terrivel inimigo que se aproxima emquanto a sineta de bordo alarma a guarnição de folga. Já na peça de ré o artilheiro de quarto dispara o primeiro tiro, alvejando o clarão de tiro produzido pelo tiro do inimigo, que se conserva fora do alcance da nossa pobre artilharia."
(excerto do Cap. II, Submarino pela pôpa)
Matérias:
Primeira parte - Luta de gigantes. I. A quarentena. II. Submarino pela pôpa. III. Vencidos! IV. C'est la guerre! Segunda parte - Diante da morte! I. Á mercê de Deus! II. Outra vez o monstro! III. Primeira noite. IV. Tempestade! V. Terra! Fumo! e.. Nada! VI. A sêde. Terceira parte - Salvos! I. Terra pela prôa! II. A Ponta do Arnel! III. A recepção! IV. A canhoneira Ibo. V. Em Ponta Delgada. VI. Fome! Peste! e Guerra! VII. Para a Patria!
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

28 novembro, 2016

BRANDÃO, José - A NOITE SANGRENTA. [Prefácio de Raul Rêgo]. Lisboa, Alfa, 1991. In-8.º (19cm) de 241, [3] p. ; il. ; E. Col. Testemunhos Contemporâneos, 40
1.ª edição.
Trabalho de investigação sobre o 19 de Outubro de 1921, triste episódio que ficaria conhecido para a história como 'A Noite Sangrenta'.
Edição ilustrada com 28 fotografias a p.b. distribuídas por 12 páginas.
“Elementos republicanos radicais da Marinha e da G.N.R. desencadearam uma tentativa de golpe revolucionário. Gerou-se uma situação confusa e descontrolada em Lisboa no decurso da qual foram barbaramente assassinados o chefe do Governo, António Granjo, Carlos da Maia, Freitas da Silva e Machado Santos, o herói da Rotunda em 5 de Outubro de 1910. […]
José Brandão, o autor de «A Noite Sangrenta», um dos livros que melhor narra o que se passou e porque se passou, descreve de maneira viva e veraz o assassínio de Granjo: «O chefe do Governo, vencido, mantém até ao fim a coragem que o abatimento não excluiu. Salta os três degraus e, então, lança as suas últimas palavras, em que há ódio e resignação: – Já sei o que vocês querem! Matem-me, que matam um bom republicano!
Soou uma descarga; debaixo, corresponderam. António Granjo caiu ao comprido, vertendo sangue por inúmeros ferimentos. Estava ainda nas últimas convulsões quando um dos assassinos, que, no dizer da testemunha ocular, é um clarim da GNR, de desmedida estatura, sacou da espada e a cravou no estômago com violência tal que, atravessando o corpo, ficou presa no sobrado. Depois, friamente, o facínora, pondo o pé sobre o peito de António Granjo, sacou a arma e gritou triunfalmente, mostrando-a aos companheiros: – Venham ver de que cor é o sangue do porco!».
(fonte: aventar.eu)
"Os tiros soavam por todo o Terreiro do Paço. Ali, no mesmo local onde há catorze anos ocorrera o Regicídio, voltava a cheirar a sangue de tragédia nacional.
No Arsenal de Marinha passavam-se momentos de arrepiante pavor, com cenas de crueldade assassina raramente vistas em Portugal.
Desta vez não eram os corpos do rei e do príncipe herdeiro que estavam estendidos no chão do Arsenal.
Republicanos, fundadores do novo regime saído da Revolução de 5 de Outubro de 1910, são as vítimas escolhidas para o tenebroso festim de sangue que vai acontecer nesta noite de 19 de Outubro de 1921."
(excerto do Cap. I, Um festim de sangue)
Índice:
Prefácio. Introdução. I - Um festim de sangue. II - A Camioneta Fantasma. III - A república do terror. IV - Sobre o cadáver de Sidónio. V - A marcha heróica para um cano de esgoto. VI - «Raios partam a Revolução e a República». VII - Como se chega ao 19 de Outubro. VIII - Outubro. IX - «Ele falará! Ele falará!». X - Finalmente a verdade. XI - O que falta dizer. Nota final. Bibliografia.
José Brandão (n. 1948). Político, historiador, escritor e cronista português. "Tem uma vasta série de artigos publicados entre 1983 e 1995 em jornais que vão do Expresso ao Jornal de Palmela, passando pelo Diário de Notícias, Diário de Lisboa, O Jornal, Tempo, O Distrito de Setúbal, e oito livros editados: «Sidónio : Ele Tornará Feito Qualquer Outro», 1.ª ed. 1983, Editora Perspectivas & Realidades; 2.ª ed. 1990, Publicações Alfa. «Carbonária : O Exército Secreto da República», 1.ª ed. 1984, Editora Perspectivas & Realidades; 2.ª ed. 1990, Publicações Alfa. «100 Anos por 1 Dia», Editorial Inquérito, 1987. «A Noite Sangrenta», Publicações Alfa, 1991. «Suicídios Famosos em Portugal», Europress Editores, 2007. «Portugal Trágico : O Regicídio», Âncora Editora, 2008. «Cronologia da Guerra Colonia»l, Prefácio Editora, 2008. «A Vida Dramática dos Reis de Portugal», Ministério dos Livros, 2008. «Os Homens do Rei», Ministério dos Livros, 2010. No site www.vidaslusofonas.pt colabora com as seguintes biografias e artigos: D. Carlos I, Machado Santos, Álvaro Cunhal, Sidónio Pais, Miguel Bombarda, João Franco e Os Livros e a Censura em Portugal.
Encadernação em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20
Reservado

27 novembro, 2016

CARVALHO, Adelaide de - AS CRIADAS DE SERVIR E O SERVIÇO DOMÉSTICO : estudo e subsídios para a sua regulamentação. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. na Tipografia de E. N. P., Lisboa], 1956. In-8.º (16,5cm) de 50, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre o serviço doméstico em Portugal durante o regime do Estado Novo. Trata-se dum protesto e um aviso às criadas de servir, reflectindo o incómodo das donas de casa a braços com a conduta "rebelde" das serviçais. Inclui a reprodução de numerosos exemplos comportamentais 'deliciosos'.
"A casa reproduz, fielmente, a vida familiar. Representa o centro dos interesses que ali se concentram, das alegrias que nela se expandem e onde os desalentos se partilham por igual.
Para esse lugar, leva o homem o produto do labor quotidiano e vai lá encontrar o repouso das fadigas, o amor da sua mulher, o afecto dos seus filhos e a estima de quantos o rodeiam. [...]
Para corresponder a estas vivas e constantes manifestações e servir o fim a que essencialmente se destina, o problema habitacional aparece-nos ligado a um misto de interesses, cuja ofensa, quando se torna intensa, muda os cambiantes da vida na sua intimidade, põe em sobressalto o bem-estar e a tranquilidade da família, e, em permanente risco, a satisfação das mais instantes necessidades.
No complexo das inúmeras manifestações, aflora, como principal, a questão do serviço doméstico.
Estamos a ver, com assombro, a serviçal ter uma vida bem diferente do que foi e a manifestar atitudes extravagantes.
Vindo a agravar-se de ano para ano, tal questão atingiu ùltimamente o ponto cruciante, que não tanto por diminuir o número das criadas que habitualmente andavam a servir, mas, sobretudo, em vista de as existentes se julgarem, na sua maioria, com direito a serem o flagelo de suas amas, com a longa série de abusos que cometem. [...]
Esgotadas de paciência e a braços com as complicações e embaraços a que as donas de casa estão expostas, em frente da estranha e anormal situação, seria interessante escutar-lhes a narração dos abusos de que são vítimas, das calamidades que têm sofrido e das façanhas presenciadas..."
(excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
20€
Reservado

26 novembro, 2016

KYRWAN, C. de - COMO PODE ACABAR O MUNDO. Segundo a sciencia e segundo a Biblia. Por... Membro associado da Academia delphinal, correspondente da Academia de Besançon. Traducção de Tito Martins. Lisboa, Empreza Lusitana Editora, [19--]. In-8.º (17cm) de 82 p. ; B. Encyclopedia Popular, 1
1.ª edição.
Interessante trabalho filosófico sobre «o fim do mundo». Trata-se do 1.º número desta pouco conhecida colecção, publicado no final do século XIX - princípio do século XX.
"Muito se tem escripto sobre a interpretação dos primeiros capitulos do Genesis e sobre a maior ou menor concordancia das theorias scientificas actualmente admittidas com os phenomenos cosmologicos citados pela Biblia, ou aos quaes se faz allusão no Livro inspirado, sobre tudo no que diz respeito ás origens do universo. Bem menos ha, comtudo, quem se tenha occupado, sob esse ponto de vista, das predicções contidas nas Sagradas Escripturas, com relação ao fim dos tempos.
É certo que n'esta ordem de factos, analogias de offerecem muito mais difficeis de estabelecer. Os textos que se referem aos derradeiros dias da humanidade são obscuros, quiçá ainda mais metaphoricos que os que tratam de creação; além de que, são relativamente raros e os respectivos interpretes nem sempre se encontram concordes quanto á sua applicação, relacionando, uns, em parte, com o fim do mundo, o que outros attribuem, exclusivamente, á destruição de Jerusalem, por exemplo.
Por outro lado, nem sempre se offerecem d'uma precisão absoluta as conclusões a que as recentes descobertas da sciencia tem permittido os sabios chegar, conservando-se ainda, pelo menos até um certo ponto, no campo das generalidades vagas e longinquas."
(excerto da Introducção)
Matérias:
I - Affirmações, previsões e conjecturas da Sciencia. II - Previsões extrahidas da Escriptura Sagrada. III - Confronto dos dados scientificos com os textos sagrados. IV - Conveniencia dos confrontos feitos. Objecções e respostas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
15€

25 novembro, 2016

MONDEGO, Josino do - VIA JOSINAIDA: // POEMA HEROICO, // Em que se descreve a Derrota do presente Com- // boi do Rio de Janeiro até a Bahia, // Commandado // POR // FRANCISCO DE PAULA LEITE. // Composto // POR JOSINO DO MONDEGO. // Offerecido á benévola indulgencia de seus // fiéis Amigos. // [Nau gravada em madeira] // LISBOA: // NA OFFICINA NUNESIANA. // ANNO M. DCC. XCVIII. // Com licença da Meza do Desembargo do Paço. In-8.º peq. (14cm) de 40 p.
1.ª (e única) edição.
Narrativa poética dedicada pelo autor a sua amada, Francina. Descrição da tormentosa viagem marítima do Rio de Janeiro para a Baía de Todos-os-Santos numa nau portuguesa capitaneada pelo valoroso Chefe de esquadra da Real Armada, Francisco de Paula Leite de Sousa, Visconde de Veiros. Possivelmente, tal “aventura” refere-se à viagem comboiada pelo almirante português que finalizaria em Lisboa, em Setembro de 1798, e que causou brado na época.
Sobre essa viagem, empresa por si só justificativa da produção da presente obra, reproduzimos excerto da wikipédia:
[Francisco de Paula Leite] Deu segurança a vasos de comércio e comboios, constando um deles de 122 navios mercantes, além dos de guerra, que conduziu a salvamento debaixo de sua guarda dos portos da América, através de inumeráveis embarcações inimigas, que infestavam os mares, entrando no porto de Lisboa a 10 de Setembro de 1798 com esta mais importante frota, que encheu de ouro os cofres do Real Erário e a praça comercial de Lisboa.”
(wikipédia, in Resenha das famílias titulares do Reino de Portugal acompanhada das noticias biográficas de alguns indivíduos das mesmas famílias, Imprensa Nacional, [S.l.], 1838, p. pp. 287-291)
Relativamente ao autor, não foi possível apurar quaisquer dados biográficos, nem a partir do seu pseudónimo árcade. Fica, porém, a ideia que te feito parte da expedição e que possui vastos conhecimentos náuticos.

"Canta Josino proprias aventuras,
Quando da Capital Americana,
Do Téjo demandando as agoas puras,
Por escala portou praia Bahiana:
Do Boreas supportando as travessuras,
Da saudade cruel, mágoa tyranna,
A Francina descreve, e pinta a imagem
Dos males, e dos bens desta Viagem."

(Argumento)

"Soprava, quando a Frota a Deosa investe,
A branda viração do Nonorueste,
Té que Delio s'esconde ao ledo Rio,
A's faldas nos levou de Cabo-frio:
Mas da Esposa de Erébo o sopro escasso,
Nos fez retrogadar hum longo espasso,
E o fluxo de Nereo, que refervia,
A Rasa nos mostrou no outro dia,
Por mais do quinto sol nós demandámos
O novo Adamastor, que não montámos.
E não podendo ver aos ventos freio,
Demos velas ao Sul deis gráos, e meio,,
Movendo contra nós braveza agreste
A sanha do tyrannico Nordeste,
Forão tudo fataes disposições
De mais, e mais tribulações."

(excerto do poema)

Exemplar desencadernado, aparado, em bom estado geral de conservação.
Muito raro.
Peça de colecção.
A BNP dá notícia de um exemplar pertencente à Biblioteca Central da Marinha.
115€

24 novembro, 2016

CAMPOS, Maria Conceição - DE NÓS E DAS ÁRVORES. [S.l.], Edição pessoal, 2001. In-8.º (20cm) de 119, [1] p. ; B.
1.ª edição. 
Livro muito valorizado pelas dedicatórias autógrafas (em folhas diferentes) da autora.
Capa e ilustrações de Júlio Capela.
Colecção de poesias ilustradas com bonitos desenhos em página inteira.
Maria da Conceição Campos (n. 1930). "Nasceu em Valença do Minho. Licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a defesa de uma tese sobre Literatura Brasileira. Entre muitos outros, recebeu os prémios: Letras dos «Dez Mais», em Guimarães; Medalha de Mérito Cultural da Associação de Letras e Artes de Paranapuã (Brasil, em 2003); Poesia Lírica e Quadra da Associação Portuguesa de Poetas (…). É autora demais de duas dezenas de livros, em prosa e poesias, entre os quais: Alfa e Ómega; Margem Terceira; A pessoa em Pessoa; O papel da Mãe em lírica galaica e portuguesa; Das Pedras do Caminho; Era Junho e foi Natal; Cinco x Seis; A Guerra do Sol e da Nuvem; Cinco x Cinco; O João Pateta e os Meninos Salva-vidas; Fufo, o cão órfão; De nós e das árvores; Deste amor como Deus manda; O Palhaço uão…uão… e a Palhaça im…im…im…?; O Caramuru - herói para os mais pequenos; Canta… canta… Condessinha, Condessa de Guimarães."
(fonte: omocho.wordpress.com)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

23 novembro, 2016

ARAÚJO, L. da Silva - CRIMES CONTRA A HONRA. [Por]... Juiz de Direito. Coimbra, Coimbra Editora, 1957. In-8.º (19,5cm) de 231, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Exemplar n.º 759 duma tiragem não declarada.
Interessante estudo jurídico sobre o crime contra a honra e injúrias; salvo melhor opinião, trata-se do primeiro trabalho de autor português que se publicou entre nós.
"O elevado número de processos por crimes de difamação e injúria requeridos em comarca onde estivemos exercendo as funções de Agente do Ministério Público, - os quais chegaram, por vezes, a atingir cifras anormais -, obrigaram-nos a procurar a solução de alguns problemas que através deles iam surgindo.
Daí o ter nascido, a certa altura, a ideia de organizar um estudo abrangendo os chamados «crimes contra a honra», em face do nosso direito. Obteríamos, assim, um manual pronto a ser folheado nas ocasiões em que dele necessitássemos."
(excerto da introdução, Breve explicação)
"Para que a incontestável máxima «o homem é um animal social» possa manter-se, é necessário que a lei forneça elementos para a sua observância. [...]
Só assim poderá existir uma defesa completa dos indivíduos, quer na parte física, quer na parte moral. [...]
Entre as garantias apontadas, uma das mais prementes é a do bom nome e reputação que o Código Penal denomina honra e consideração (art. 407.º). [...]
Pode dizer-se até que a reacção às ofensas à honra é maior do que às ofensas corporais, o que bem se compreende se atendermos a que a ofensa à honra quase sempre é irreparável, o que não acontece com os ataques à fazenda e à própria integridade física. [...]
Sem um bom nome e uma boa reputação o homem sente dificuldades em apresentar-se na vida social."
(excerto da Parte I, Preliminares e História)
Matérias:
I - Preliminares e História. II - Difamação. III - A Injúria. IV - A Calúnia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas sujas, com defeitos.
Invulgar.
15€

22 novembro, 2016

PINA, Luís da Câmara - DEVER DE PORTUGAL PARA COM AS COMUNIDADES LUSÍADAS DA AMÉRICA DO NORTE. Lisboa, [s.n. - imp. Atelieres Gráficos Bertrand (Irmãos), L.da, Lisboa], 1945. In-4.º (24cm) de 73, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Com uma carta-prefácio de Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa.
Obra ilustrada com quadros e tabelas ao longo do texto.
"Sem estudar o pormenor da instalação dos primeiros portugueses na América do Norte e sem remontar aos grande navegadores, aos soldados e marinheiros da época dos Descobrimentos, é ponto assente que em 1654 já existiam núcleos lusíadas em New Amsterdam - hoje chamada New York.
Poucos a princípio, atraídos pela aventura ou pela riqueza, foram aumentando durante os séculos XVII e XVIII com pescadores que os azares da pesca afastavam das ilhas do Atlântico, principalmente dos Açores e da Madeira, e a perspectiva de vida melhor fixava na costa ocidental do continente americano."
(excerto do Cap. I... Valor demográfico)
Sumário:
I - Valor das Comunidades Lusíadas da América do Norte. 1) Valor demográfico; 2) Valor económico; 3) Valor religioso. II - Missão das Comunidades Lusíadas da América do Norte. 1) Conservação do Sentimento Português; 2) Expansão da Língua Portuguesa. III - Dever de Portugal. IV - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Invulgar.
10€

21 novembro, 2016

HISTORIA DAS MULHERES QUE SE TEM TORNADO CELEBRES POR SEUS AMORES, GALANTARIAS, FRAQUEZAS, E CAPRICHOS, ETC. Paris, Au De'pot de la Bibliothe'que Recreative. 1837. In-8.º (14,5cm) de 144 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso conjunto de curtas biografias de mulheres históricas viciosas.
"Messalina era bisneta de Octavia, irmã de Augusto, e filha de Valerius Messalinus Barbastus, e de Emilia Lépida. Nesta familia a lubricidade era de alguma maneira tradicional, pois que Lépida tinha sido accusada pela voz publica de entreter commercio incestuoso com seu irmão! Estava porem reservado a Messalina excêder sua mãi nos prazêres da voluptuosidade. Suas anticipadas disposições para a libertinagem tinhão resfriado o ardor daquelles que poderião pertender sua mão. Houve só Claudio seu parente que esgotou n'uma paixão brutal a coragem de arrostar a opinião publica desposando-a!
Este principe que a historia tem com justiça ultrajado, possuia um certo ar de nobreza e dignidade. Sua figura era agigantada. Era bastante encorpado, seus cabello brancos davão á sua fysionomia um certo ar de belleza; mas tinha pouca firmeza em seu andar; sua alegria era ignobil, sua colera horrenda, porque babava e espumava ao mesmo tempo... Acrescentai a isto um gaguejar continuo e um tremor de cabeça que se augmentava ao menor movimento.
Claudio esposou Messalina em quintas nupcias. Ella tomou um grande imperio sobre o caracter fraco deste principe, descobrindo lhe uma conspiração cuja importancia teve o cuidado de exagerar, depois ligou-se com os libertos que governavão o Imperador, e desde então deu um livre curso ás suas paixões. Era bella e é a isto sobre tudo que se deve atribuir a grande influencia que tinha sobre seu esposo imbecil."
(excerto de Messalina)
Biografadas:
- Messalina. - Cleopatra. - Marion de l'Orme. - Catherina segunda. - Maintenon. - Ninon de Lenclos. - Sophia Arnoult. - Madama de Pompadour. - Madama du Barri. - Madama Foure's. - Madama Revel. - Madama du Cayla.
Exemplar em brochura, com encadernação da época, em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Raro.
35€

20 novembro, 2016

TABORDA, Joaquim Augusto Ramos - FREIXO DE ESPADA À CINTA : monografia. [S.l.], S. N. I., 1948. In-8.º (16,5cm) de [2], 108, [10] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre a histórica vila transmontana. Totalmente impressa sobre papel couché; muito ilustrada no texto com desenhos a cores e fotografias a p.b., e uma planta topográfica do concelho.
"Perde-se na noite dos tempos a origem da vila.
Há, no entanto, historiadores que localizam, por alturas da actual, os Narbassos, povo ibérico pré-romano, mencionado por Ptolomeu, vizinhos dos Vaceus, os quais habitavam em terras de de Mirando do Douro, segundo diz Resende.
Há vestígios de antigas habitações perto, a noroeste da vila, em Santa Luzia, na direcção daquelas terras de Miranda, que não ficam muito longe, podendo bem serem considerados os respectivos habitantes seus vizinhos, e dai, portanto, também legítimo concluir que a vila, a povoação, já existia naquele local anteriormente ao domínio romano, e talvez à era cristã, explicando-se a transferência para o local onde se encontra, junto do castelo, logo que este foi construído, para melhor se proteger em caso de agressão ou invasão (como sucedeu a tantas povoações fronteiriças).
E não nos parece desacertado atribuir a construção deste aos romanos, ou pelo menos aos árabes, como procuraremos demonstrar ao descrevê-lo, visto que há provas documentais da sua existência já no tempo de D. Afonso Henriques.
É lógico, portanto, considerar Freixo de Espada à Cinta anterior, e muito, à fundação da nacionalidade, e tanto que no foral daquele rei, dado em 1152, a este Freixo, (e não ao da Serra, como erradamente diz A. Herculano, e adiante demonstraremos), já se prescrevem penalidades pecuniárias e em géneros para o castelo."
(excerto de Origem - Etimologia)
Matérias:
- Planta topográfica do concelho. - Situação. - Origem – Etimologia. - Descrição. - Castelo. - Torre. - Pelourinho. - Forca. - Igreja-Sé. - Museu de Grão Vasco. - Forais. - Privilégios e Mercês. - Domus Municipalis. - Heráldica de domínio. - Heráldica particular. - Diversos desportos. - Condições climatéricas. - Alojamentos. - Especialidades regionais. - Hidrologia. - Costumes – Curiosidades. - Passeios – Campismo. - Caça. - Pesca. - Vias de comunicação e transportes. - Agricultura. - Sericicultura. - Pecuária. - Minas. - Instrução. - Vida religiosa. - Encomendar as almas – Endoenças. - Misericórdia – Hospital. - Convento de S. Filipe de Nery.
Joaquim Augusto Ramos Taborda (1874-?). “Nasceu em Freixo de Espada à Cinta, em 24.8.1874. Foi funcionário público e publicista. Foi Secretário de Finanças e chefiou as repartições do 1.° e 7.° bairros Fiscais de Lisboa. Foi duas vezes promovido por distinção. Publicou: Castelos Portugueses, Monografia de Freixo de Espada à Cinta (Edição do SNI), Código do Imposto sobre Sucessões, doações e sisas. Colaborou na revista de Trás os Montes e Alto Douro.”
(fonte: www.dodouropress.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
15€
Reservado